sexta-feira, 2 de março de 2012

Goiânia vai sediar Festival Internacional de Dança em junho

Catherine Moraes

Para os amantes da dança, eis que chega a boa nova: um Festival Internacional de Dança vai ser sediado na capital entre os dias 6 e 10 de junho deste ano. O evento é organizado pela Dançarte Companhia de Dança com apoio do governo estadual e da Goiás Turismo. O lançamento do festival foi realizado na noite desta sexta-feira (10/2), no Palácio das Esmeraldas, em Goiânia.

O intuito é reunir cerca de quatro mil bailarinos em cinco dias que contarão com mostras competiva e paralela, mesas-redondas, seminários e feira da dança, que comercializará artigos da área como livros, revistas, roupas e sapatilhas no Centro Cultural Oscar Niemeyer (CCON). As informações detalhadas serão disponibilizadas no site exclusivo do festival que deve entrar no ar até o final de fevereiro.

De acordo com a diretora geral do festival, Gisela Vaz, os participantes da mostra competitiva deverão passar por avaliação por meio de vídeo. Quanto aos jurados, ela adianta que a ideia é que todos sejam internacionais para não terem contato com os bailarinos e tornar o festival o mais imparcial possível. O Dançarte vai participar apenas da organização, sem competir.

Participações internacionais
Entre as presenças confirmadas estão Cecília Kerche, primeira bailarina do Teatro Municipal do Rio de Janeiro e Rodrigo Pederneiras, coreógrafo do Grupo Corpo de Belo Horizonte. A abertura será feita pela São Paulo Companhia de Dança, que se apresentará pela primeira vez em Goiânia.
Também está confirmada a participação do grupo norte-americano Miami City Ballet e da Mimulus Companhia de Dança, de Minas Gerais, além de representantes de Cuba, Argentina, Chile, Estados Unidos e França.

Ideia
Ariadna Vaz, diretora financeira do evento, explica que o projeto do festival surgiu em agosto do ano passado, por meio da diretoria de Infraestrutura e Operações Turísticas da Goiás Turismo. Ela afirma que o intuito é fazer com que o festival passe a integrar o calendário anual de eventos culturais do Estado. “Será um intercâmbio muito importante, porque vamos divulgar Goiás e, ao mesmo tempo, trazer toda expressão de dança para o Estado.”

Clube da dança
Na ocasião, será lançado ainda o cartão Clube da Dança. Segunda Gisela, o cartão irá proporcionar descontos em eventos de dança assim como em lojas especializadas. “A ideia é pagar uma anuidade e ter direito a divulgar eventos, serviços e tornar o meio mais popular, centralizado”, conclui.

Vamos nessa...


domingo, 2 de outubro de 2011

QUEM LUCRA COM A COPA DO MUNDO?



Por Antonio Cavalcante Filho e Vilson Nery*

Falar criticamente em relação à Copa do Mundo de 2014 nos dias de hoje é quase uma heresia, mesmo sabendo-se do alto índice de corrupção que cerca o tema.

Lembremos que em Mato Grosso a problemática Agecopa foi extinta pelos deputados no dia de ontem (29/09) e hoje (30/09) o Diário Oficial (www.iomat.mt.gov.br) publicou diversos contratos assinados pela agência falecida, na ordem de dez milhões de reais (R$ 10.000.000,00). É o típico caso de morto que [ressuscita e] assina contrato.

Tudo em prol do ‘legado da Copa’. Mas que legado seria este?

A paupérrima África do Sul, que sediou o mundial de futebol no ano de 2010, sofreu melhoria de vida de seu povo, graças às obras da Copa do mundo?

Parece que não. Para a maioria dos sul-africanos restaram desilusões com a Copa do Mundo.

Passada a euforia do evento, milhões de cidadãos continuavam desempregados e a África do Sul voltava à sua dura realidade. Após o ‘circo da Copa’ deixar o país, ficou a pobreza, a aids, a violência, a desigualdade social e, principalmente, uma divisão profunda entre os líderes sobre qual deve ser o projeto de país para a África do Sul.

Em relação ao legado da Copa 2010, apesar do sentimento de orgulho (na época) o povo vive uma grande desilusão (atualmente). Havia expectativas altas, mas, passado um ano da Copa da África do Sul, ficou claro que não houve ganhos econômicos (menos ainda distribuição de renda).

A Copa do Mundo da África do Sul somou apenas 0,3% ao PIB (Produto Interno Bruto) daquele país no ano passado, longe da projeção inicial esperada, em 3%. Quando findou o evento futebolístico, os trabalhadores sul-africanos voltaram à vida de antes, sem sentir melhorias no cotidiano e sem terem mais oportunidades de emprego.

Ao que parece, lá na África do Sul, a Copa do Mundo foi um valioso instrumento para o setor privado lucrar.

As preocupações (nossas) são pertinentes.

Na próxima semana, representantes da BWI, da rede internacional StreetNet (que reúne vendedores ambulantes), brasileiros da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Fase (Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional) irão se reunir, na Alemanha, para discutir os ganhos sociais que um acontecimento como o Mundial de Futebol pode trazer.

Não podemos ficar inertes. Nossa preocupação precisa ir além da escola dos ‘tocadores’ de obras da Copa do Pantanal.

O Brasil espera receber 600 mil turistas internacionais e arrecadar 3,9 bilhões de reais só com esses visitantes durante a Copa do Mundo. Em 2010, a África do Sul recebeu 373 mil turistas estrangeiros – por outro lado, 483 mil visitantes internacionais estiveram no país em 2007.

Ou seja: o turismo decorrente da Copa do Mundo, na África, foi inferior à média de visitas anteriores. Ainda que o Brasil (e Mato Grosso) tenham aumento no fluxo de turistas, há estrutura para recebê-los?
E estes gastos bilionário (em estádios), se justificam?

A reclamação dos sul-africanos sobre os altos gastos com a Copa do Mundo não foram ouvidas a tempo pelas autoridades locais. Há algumas semanas, o ex-presidente da organização da Copa do Mundo na África do Sul pediu desculpas ao país porque os estádios (de futebol) não são sustentáveis como ele havia previsto no planejamento original.

Em razão disso a administração federal africana planeja aumentar os impostos para arcar com os custos de manutenção de arenas esportivas. A arena de Cape Town custou aproximadamente 1 bilhão de reais (o dobro que a arena Pantanal, em Cuiabá). No local havia um estádio (tipo o antigo José Fragelli/Verdão). Mas a FIFA queria uma arena esportiva nova e o estádio foi construído do zero.

Quem será que lucrará com a Copa do Pantanal?

*Antonio Cavalcante Filho e Vilson Nery são militantes do MCCE (Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral)

www.mcce-mt.org

domingo, 4 de setembro de 2011

E que venham outros Guarás



Quão gostosa é a linguagem do cinema. Aliada com a questão ambiental fica melhor ainda. É isso mesmo, cinema ambiental. Após quatro anos, a segunda edição do Guará – Festival de Cinema Ambiental está de volta, e desta vez na capi-tal do Vale do Araguaia.

Por que Barra do Garças? Para o professor do curso de Geografia da UFMT\ Campus do Araguaia e coordenador do Cineclube Roncador, Magno Silvestri, “a cidade é destacada pelas suas características ambientais, de grande beleza cênica, como os rios Garças e Araguaia, a proximidade da Serra do Roncador, com grande potencial turístico, seja no aspecto recreativo, ecológico e místico”.
Mas aí devemos nos indagar: temporada de praia, subidas ao “Cristo” e descidas pelas cachoeiras nos fazem bem? Sim, claro. Em resu-mo, movimentação turística e fluxo de capital. Mas até quando o meio ambiente suportará?

Em quatro noites, de 25 a 28 de agosto, o Festival traz basicamente esse questionamento. Os curtas, médias e longas-metragens balançam as nossas estruturas. Fazem-nos, mais uma vez, refletir e discutir sobre o que estamos saturados de escutar, até mesmo desde nossa formação escolar básica, quando professores desenvolviam projetos no “Dia do Meio Ambiente”, falando da preservação da flora, fauna e blá-blá-blá.

A situação posta é “questão de sobrevivência da espécie humana”, como ressaltado pela organização do Guará. Pensando nisso, devemos exercitar uma “nova conduta”, baseada no uso dos recursos naturais e aparatos tecnológicos com foco na preservação, de modo sustentável.

Algo diferente do que foi verificado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema\MT), que apreen-deu em Barra do Garças 722 quilos de pescado irregular e 23 quilos de carne de animal silvestre (tatu, paca e jacaré) durante o período de férias, no mês de julho. Uso de materiais ilegais e falta de autorização para a pesca também foram identificados.

O trabalho foi complementado por uma parceria da Sema com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos e a Polícia Militar (ambas de Goiás), que efetuou operação de fiscalização e conscientização na temporada de praia no rio Araguaia.

Estas e outras informações nos bombardeiam a cada dia, e muitas vezes passam despercebidas. Ligada à ideia de produção e consumo, a sustentação ambiental é quase indispensável para o almejado bem-estar. Assim como louvamos o futebol, é importante nesta altura do campeonato nos atentar para o que nos cerca. O meio ambiente está dentro de nossas próprias casas, nossa vida. Profundo, não é? Mas atitudes simples fazem a diferença. Acredite! E que venham outros Guarás.

Luiz Carlos Bezerra

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Vai começar




No Próximo dia 20 de julho, quarta-feira, tem início o 29° Festival de Dança de Joinville-SC, o maior evento no gênero da América Latina. Serão onze dias de Festival com atividades para todos os públicos admiradores da arte da Dança, tais como: cursos, seminários, oficinas de curta duração, apresentações em palcos espalhados pela cidade, mostra competitiva, entre outros.



O Espetáculo de Abertura traz este ano a Cia Déborah Colker, com a obra "Tatyana", e na Noite de Gala, dia 25, o Balé do Teatro Castro Alves, com "A quem possa interessar"



Para maiores informações acesse, http://www.ifdj.com.br/



Luiz Carlos Bezerra


FOTO: Google Imagens

quinta-feira, 19 de maio de 2011


"Se eu soubesse o significado de todas as coisas

não teria necessidade de dança-las".


Isadora Duncan
.
..
....