domingo, 11 de outubro de 2009

Deu Chabu no ENEM!


Roberto Boaventura da Silva Sá
Dr. em Jornalismo/USP. Prof. de Literatura da UFMT
rbventur26@yahoo.com.br

Assim que o professor Fernando Haddad – ministro da Educação – no final de março deste ano, anunciou proposta de unificar o vestibular das universidades federais, criando novo Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), apresentei-me contrário à idéia. Nesse sentido, publiquei nove artigos neste espaço entre 15/04 e 03/06.
Em “Novo vestibular, novos problemas” (28/04), no 4º parágrafo, afirmei: “...na elaboração de provas unificadas poderão se perder controle e rigor dos pares – entre si – que há nas atuais comissões elaboradoras das provas (das federais). Denúncias contra essas comissões são raras. Hoje, muitos concursos públicos já estão desacreditados no país. O vestibular poderá ter o mesmo fim. Políticos poderão intervir – sim – a favor de parentes. Como controlar isso? Como acreditar na honestidade nacionalizada? Tento. Não consigo”. Em maio, em reunião com o MEC, reitores também demonstraram preocupação semelhante. À época, foram tranquilizados. Agora, deu chabu!
A prova vazou. Pergunto: algum espanto? Não. O Brasil chafurda na corrupção. Nada mais garante lisura em quase nenhum processo seletivo nacionalizado. O novo ENEM, agora valendo vaga para as federais, sempre será porta aberta a fraudes. Pior: nem sempre haverá uma repórter no meio do caminho de mercenários, “amadores” ou não. Como já disse outrora, esse formato de exame visa a contemplar a elite. A meu ver, foi o maior golpe político, travestido de acadêmico/democrático, que se deu depois de 64. Assepticamente, após massacrar a autonomia das universidades, o autoritário governo federal, através do MEC, acertou no cérebro da nação.
Como tantos tentaram – em vão – dialogar com o MEC, pedindo mais tempo para estudar a proposta, como cidadão e funcionário público, questiono sobre a responsabilidade direta do ministro da Educação por eventuais gastos extras (cerca de 35 milhões) para a impressão de novas provas. Digo mais: a teatralização da segurança de cada etapa que envolve o processo no INEP, mostrada pela Rede Globo, a mudança de consórcio e recrutamento de aparato policial não me comovem e não me convencem.
Por falar em novas provas, depois da casa arrombada, o MEC disponibilizou cópia das duas provas canceladas. As do segundo dia continham três partes: a) redação; b) prova de “Linguagens, Códigos e suas Tecnologias”; c) prova de “Matemática e suas Tecnologias”. Valha-me!!! Nunca vi gostar tanto de “tecnologias”!
Breves comentários. Começo pela redação. Com base em dois artigos do Estatuto do Idoso, do enunciado da proposta destaco: 1º) a seguinte redundância: “...redija texto dissertativo-argumentativo em norma culta escrita da língua portuguesa...”. Redigir já pressupõe escrever; 2º) uso inadequado, conforme a própria norma culta, de letras maiúsculas em: “...Selecione, Organize e Relacione, de forma coerente e coesa, Argumentos e Fatos para defesa de seu ponto de vista”. Essas maiúsculas são injustificáveis. Para quaisquer destaques já há convenções: o negrito, o itálico, o sublinhado. Como está, desrespeita a inteligência do candidato e complica ainda mais o ensinamento também desse tópico da língua padrão, já bastante mordida.
Sobre o tempo. Mesmo com algum preparo, gastei uma hora e meia para ler e responder as 45 enfadonhas questões de “Linguagens...”. No geral, as perguntas são ridículas, redundantes na intenção central, algumas dúbias, e outras explicitamente ideológicas. Ex.: n. 3 (sobre o imposto de renda) e n. 30 (campanha do Ministério da Saúde contra o tabagismo). Mas para chegar às perguntas, há uma avalanche de textos que as antecedem. Conclusão: o tempo é insuficiente para redigir uma boa redação e dar conta também de mais 45 questões de “Matemática...”. A título de lembrança: há pouco, em muitos vestibulares, a redação não disputava tempo com outras provas. Escrever pressupõe reflexão. Pensar demanda tempo. Por isso, convido todas as autoridades que, às pressas, aprovaram essa aberração, a fazer as tais provas à frente de câmeras de TV, como num “reality show”. Aposto: paredão pra todos. Que tal? O desafio está no ar.

sábado, 10 de outubro de 2009

Dias ...

"Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém. Posso, apenas, dar boas razões para que gostem de mim e ter a paciência para que a vida faça o resto..."

William Shakespeare

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

...




(...)Eu só quero que você saiba


Que estou pensando em você


Agora e sempre mais


Eu só quero que você ouça


A canção que eu fiz pra dizer


Que eu te adoro cada vez mais


E que eu te quero sempre em paz
Tô com sintomas de saudade


Tô pensando em você


E como eu te quero tanto bem


Aonde for não quero dor


Eu tomo conta de você


Mas te quero livre também


Como o tempo vai e o vento vem(...)

domingo, 4 de outubro de 2009

Corazón Partio-Alejandro Sanz


¿quién me va a

entregar sus emociones?

¿quién me va a pedir

que nunca le abandone?

¿quién me tapará esta

noche si hace frío?

¿quién me va a curar

el corazón partío?

¿quién llenará de primaveras este enero,

Y bajará la luna para que juguemos?

Dime, si tú te vas, dime cariño mío,

¿quién me va a curar el corazón partío?

Hehe, infelizmente Verdade....

Composição: Alejandro Sanz

Cultura Sem Politicagem Já!!!

Abaixo aos "administradores das instituições públicas" que dificultam e não levam em consideração os artistas locais, em especial os profissionais da dança que, com muito custo, tentam aos poucos difundir esta arte no Vale do Araguaia...
"Um dia da caça o outro do caçador"
"Só a Cultura pode contribuir, significativamente, para um mundo mais humanitário".

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

(...)Te vi de tarde não consegui chegar em você
Depois de tudo que eu ouvi
Estou bem melhor por ter feito o que eu fiz
Sim, foi o que eu quis fazer
Corri atrás pra ver tudo o que eu vi
Estou bem melhor por ter feito o que eu fiz
E da vitória o gosto eu senti
Sim, foi o que eu quis fazer
Mas você ficou pra trás
Eu batalhei minha vida mudou
Mas o fato de eu ter mudado minha vida
Não mudou quem eu sou(...)

Charlie Brown Jr.